Por que o aumento da inflação é prejudicial?

 

Por que o aumento da inflação é prejudicial?

Porque o poder de compra das pessoas fica reduzido. Se a inflação é de 6,5% ao ano, um trabalhador que gasta 500 reais por mês no supermercado precisará, ao fim de 12 meses, de 532,5 reais para comprar os mesmos produtos.

Vale lembrar que o índice é um cálculo que acompanha as variações durante o período em múltiplos setores da economia. Ou seja, isso não quer dizer que todos os produtos, ao fim do ano, custam 6,5% mais.

O preço de um determinado produto pode variar bruscamente de um mês para o outro – no caso de um vegetal cuja produção tenha sido prejudicada por chuvas muito fortes, por exemplo – e se estabilizar ao longo dos meses seguintes.

Da mesma forma, é possível que em alguns setores, a inflação fique acima dos 6,5% – como os custos da Educação particular, que chegou a 8% – e abaixo dessa média em outras áreas, como o de transportes, que subiu menos de 4%.

O que o governo fez para conter a inflação?

Para impedir que a inflação estourasse o teto da meta (a meta, de 4,5% tem uma margem de tolerância para mais ou para menos de dois pontos percentuais.

O teto, portanto, corresponde a 6,5%), o Brasil começou, em 2013, a subsidiar os preços do qual tem controle direto.

O que é ajuste fiscal?

Ajuste fiscal é o nome que se dá a programas que buscam reequilibrar o quadro de receitas e despesas de um governo, por meio de redução de gastos ou aumento na arrecadação – ou ambos.

Como as iniciativas de ajuste fiscal são impopulares, o governo costuma recorrer a elas quando já tem grande dificuldade para pagar as despesas primárias (pessoal, custeio, investimentos, Previdência).

Ou mais tarde ainda, quando já não consegue bancá-las integralmente e precisa, por exemplo, atrasar o pagamento dos servidores públicos.

Qual é o impacto do ajuste fiscal no nosso cotidiano?

Os preços administrados pelo governo deixaram de ser controlados artificialmente.

Isso explica o aumento da gasolina e da conta de luz, por exemplo.

A elevação dos produtos consumidos no dia a dia, como os alimentos, é reflexo da pressão inflacionária mencionada anteriormente e tende a se estabilizar caso o pacote de medidas da atual equipe econômica seja bem sucedido.

Para controlar a inflação e balancear as contas, foram anunciados o acréscimo de impostos e o corte de gastos públicos em vários setores, incluindo áreas como saúde e educação.

Quais os riscos dos ajustes?

O corte de gastos é muito delicado, pois o país ainda carece de serviços públicos de qualidade em diversas regiões.

Na Educação, a medida surpreendeu a todos, principalmente porque a presidente reforçou no seu discurso de posse que ela seria a prioridade das prioridades.

O governo reduziu não apenas despesas correntes no setor, mas também programas sociais importantes, como FIES e Pronatec, o que tem sido criticado até por economistas mais ortodoxos.

 

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