Em tempos de recesso na economia, como minha empresa deve agir para evitar o aumento da inadimplência?

Quais os reais impactos da crise econômica no setor financeiro empresarial.

recesso

A situação econômica atual é de crise. Pesquisas apontam o desemprego como principal causa das inadimplências no Brasil. E mais: quatro entre dez pessoas informam estar em situação econômica difícil por consequência dos aumentos existente e da diminuição de renda.
E no que isso afeta no setor empresarial? Bem, isso afeta diretamente no comércio. Menor renda, menos consumo. Maior inadimplência, menos dinheiro em caixa. Inadimplência é sinônimo de prejuízo, pois para a venda de um produto ou prestação de um serviço, foi aplicado investimento de tempo e dinheiro. Com o aumento da inadimplência, cresce também o número de falências entre as empresas.
Na verdade, o recesso na economia vai além, pois traz consigo um efeito dominó: o desemprego causa um desaquecimento no mercado, o desaquecimento gera a inadimplência, a inadimplência gera juros e as dívidas que acabam não sendo pagas geram a falência das empresas.

Mas como evitar o aumento da inadimplência em tempos de recesso da economia? Seguem algumas dicas muito utilizadas por empresas bem sucedidas nessa questão:

Fazer Caixa

Fazer caixa não é tarefa fácil, pois para isso é preciso diversas medidas como: gerenciar estoques, liquidar, criar ofertas e descontos, estender linha de crédito e etc.
Porém fazer caixa é essencial para lidar com o aumento da inadimplência, pois não permite que os maus pagadores criem um rombo no orçamento da empresa e ainda permite conceder-lhes mais tempo para pagarem as dívidas feitas.

Negocie Dívidas

Na hora de negociar a dívida de clientes, vale parcelar, reduzir juros, dar desconto á vista e tudo o que for possível. Afinal, é melhor facilitar o pagamento e receber do que o cliente achar que não tem mais como pagar o débito e transformá-lo numa negativação.

Facilite formas de pagamento

Na hora de vender vale qualquer forma de pagamento, contanto que a venda seja certa. Prefira vender parcelado do que deixar de vender, afinal, quanto menor a parcela, maiores serão as chances de que ela caiba no orçamento do seu cliente, mesmo com a diminuição da renda.

Contrate cobradores

No primeiro sinal de atraso, não hesite em cobrar o cliente. Seja por esquecimento ou por falta de dinheiro, o cliente precisa ser lembrado que a dívida existe e que ele precisa pagá-la antes que seja negativado. Se for preciso vender as dívidas para empresas de cobrança, faça. Você pode até não receber o valor real da dívida, mas pelo menos o prejuízo não é total.

Cobre primeiro, negative depois

A negativação é sempre a última opção na tentativa de recebimento de uma dívida. Negativar um cliente demanda custos, pois é preciso associar-se á um órgão de proteção ao crédito e pagar pela negativação. Além do mais, você ainda gasta para notificar o cliente da inclusão. Portanto, se conseguir resolver a questão de forma amigável, por meio de cobranças ou negociações, priorize. Caso não dê resultado, daí sim você pode cogitar a negativação.

Tenha fundos de segurança

Ter um capital de segurança abre espaço para que a empresa possa passar pelo risco de inadimplência sem cair no buraco. Nunca deixe de manter uma reserva para o caso de cobrir inadimplentes até que esses realizem o pagamento de seus débitos.

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