10 dicas para fazer seu planejamento financeiro.

Sua empresa já fez o planejamento financeiro para 2016?

Plnejamento

O planejamento financeiro é essencial para a boa saúde financeira de uma empresa.
Porém muitas empresas acabam deixando as coisas fluir e só descobrem que estão com problemas tardiamente. Planejar como utilizar os recursos que possuem é extremamente importante para garantir o progresso e a manutenção de uma empresa e manter-se sempre em sucesso. Definir gastos essenciais, básicos e dispensáveis é fundamental para que se possa definir futuros investimentos. Para isso, indica-se sempre a criação de planilhas para controlar e organizar as entradas e as saídas.
Empresas que estão começando necessitam ainda mais desse planejamento, já que ainda não tem clientes com relacionamentos estáveis e precisam estar sempre por dentro do que ocorre com seu capital de giro, ou seja: é preciso estar sempre ciente do saldo que possui para aplicar no crescimento da empresa. Adaptar-se a sua realidade é a principal finalidade do planejamento, para saber o quanto tem para gastar, o quanto se pode gastar e com quê deve ser gasto.
Existem diversos sites que disponibilizam planilhas de planejamento, mas antes de mais nada separamos algumas dicas para aqueles que ainda não deram início no seu planejamento financeiro 2016.

1- Adiante-se
Separe por etapas seus ciclos e preveja o que precisará ser gasto e quanto sobrará do seu capital de giro. Defina quanto irá gastar com contas fixas (água, luz, funcionários, locação e etc.), com fabricação, com compras, estoques, entregas e tudo mais. Com base nisso, defina também o valor de custo do seu produto ou serviço. Esse é o primeiro passo para ter noção de custos e ganhos e planejar-se a partir disso.

2- Simule situações

Não é possível prever com exatidão o quanto sua empresa poderá arrecadar. Por isso é preciso simular situações e fazer cálculos baseados em cada uma delas. Faça simulações de situações variáreis, por exemplo:
– Básico: Faça cálculos de quanto sua empresa poderá arrecadar vendendo somente o necessário para pagar contas. E veja a partir daí o quanto poderá gastar para “sobreviver” no ano. Se no primeiro mês suas vendas já ultrapassarem essa expectativa, você poderá planejar-se já com base nos ganhos extras.
– Esperado: Esse cálculo precisa ser bastante realista e deve retratar o quanto se acha possível lucrar e investir sem riscos de falir.
– Superado: Claro que não se pode aumentar os gastos baseando-se em um único bom mês de venda, portanto é bom ter definido quais são os seus padrões de gastos “saudáveis”, o que passar disso basta apenas ser bem administrado. Mas é importante ter também essa opção em mente, para que se tudo for bem além do esperado, já ter por certo o próximo passo para crescer.

3- Pechinche
Todos sabem que após o aquecimento econômico que ocorre no final de ano, o início do ano é período de “ressaca”. Nesse momento de começo de ano quando o mercado ainda está frio, é hora de negociar valores e datas de pagamento. Para segurar o seu dinheiro em caixa sem correr maiores riscos de gastar mais do que poderá pagar, é sempre bom negociar com seus fornecedores os preços e datas de pagamento. Qualquer prorrogação que conseguir, desde que não sejam cobrados juros, é positiva. Afinal, dá tempo de a empresa arrecadar mais enquanto não está em boa fase. Os parcelamentos só devem ser realizados quando os valores das parcelas couberem dentro daquele planejamento básico de sobrevivência, sem esquecer-se que no próximo mês você terá os mesmos gastos fixos e mais a parcela.

4- Oferte

Não é a toa que começo de ano é sempre época de “bota-fora”, ofertas, descontos e liquidação. Se você pensou que era apenas para queimar estoques, enganou-se. As liquidações de começo de ano servem para adiantar recebimentos, pois é melhor vender a mercadoria em um valor abaixo do que mantê-la parada.
Só não se pode perder ao invés de ganhar, precisa haver um lucro em relação ao que foi gasto, mas o objetivo é facilitar a entrada do dinheiro em caixa. Se você ia ganhar 20% em cima do valor, vale á pena ganhar só 10% e vendê-la do que mantê-la e não vender. Quando o fluxo de vendas normalizar, os preço também normaliza.

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5- Proteja-se

Programe-se o máximo possível para não necessitar de empréstimo, garantindo sempre capital para refazer seus estoques e cobrir seus custos. Empréstimos feitos ás pressas para cobrir buracos resultam em maiores taxas de juros. Tenha como hábito manter sempre um capital guardado para o caso de “se nada der certo”.

6- Separe a pessoa física da jurídica.
Não utilize o capital da empresa para pagar contas e gastos pessoais. Esse é o maior erro dentre os empresários e quase sempre resulta em falência. Os gastos da empresa devem ser pagos com o capital da empresa. Os gastos pessoais devem ser pagos com os lucros que passarem do planejamento esperado.

7- Proteja o Patrimônio

Em caso de sociedade, deve ser pré-estabelecido a quantia que cada sócio pode receber mensalmente. Separe os custos, o capital de giro, um capital de segurança e só então divida lucros. Uma boa administração é fundamental para que uma empresa tenha durabilidade e consistência.

8- Reveja os preços
Os preços dos produtos ou serviços devem ser revistos mensalmente. Considere os custos com material, produção e fluxo de vendas. A partir daí abaixe ou aumente se for necessário. Dance conforme a música, nunca reme contra a maré. Se estiver dando certo permaneça, se não estiver funcionando não tenha medo de rever e mudar as táticas.

9- Meça o retorno

Esteja sempre no controle, refaça cálculos, reprograme-se sempre e o máximo possível. Uma empresa nunca pode perder de vista sua realidade, sua expectativa e seus objetivos. Mantenha-se sempre informado sobre o seu fluxo de caixa, sua vendas, seus lucros, seus retornos e seus gastos. Essa é a melhor maneira de manter-se no jogo sem riscos.

10 – Busque auxílio

Existem casos em que a empresa precisa ser administrada por pessoas capacitadas para isso, pois quanto mais cresce uma empresa, mais difícil se torna manter o controle de todas as coisas. Não existe problema nenhum em admitir um consultor financeiro ou administrador que possa ajudar nas operações financeiras da empresa. Contudo, isso não isenta o empresário de estar no comando. Não entregue a empresa na mão de outra pessoa, apenas conte com a ajuda de outros que deverão prestar contas á você.

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